Bem vindos ao meu blog - nattykita.com

Dos textos sem título que eu escrevo

Existem tantas coisas que eu queria falar, poderia falar e falar e falar, e vocês sabem que a única coisa que me impede de fazer isso é o relógio, que adora me sacanear.

Estou sozinha no quarto.
Tá legal, o que eu quis dizer é que estou sozinha pois não há uma moradora dividindo o mesmo espaço que eu aqui no pensionato anymore. Silêncio. Silêncio é uma das coisas simples da vida que eu mais admiro, é um dom, principalmente se falando das mulheres berrentas que habitam neste território. E quando ele, o silêncio, está de meu agrado, a única coisa permitida para cortá-lo é uma boa música. Eu disse uma BOA MÚSICA, e não qualquer porcaria que as pessoas deste lugar costumam ouvir.

Pois bem, a Mari, minha última colega de quarto, costumava ouvir boas músicas, então eu não me importava de tê-la respirando no mesmo local que eu. E era até divertido olhar pro lado e vê-la imersa no computador, igual a mim.

Nerds sempre se dão bem, essa é a questão. Por mais diferentes que dois nerds possam ser, – por que eu e a Mari temos muitas coisas distintas – eles se darão bem quando quiserem silêncio, quando se empolgarem com brinquedos e miniaturas do Darth Vader, quando lerem piadas em inglês e quando comentarem sobre uma tipografia mal elaborada.

Foi na sexta-feira passada, quando eu voltei da PUC feliz da vida para pegar as minhas coisas e ir passear na floresta aproveitar o fim de semana, que dei de cara com as estantes vazias, o armário vazio, a cama sem cobertores e um balde cheio de coisas esquecidas no meio do quarto. Hey, eu realmente não achava que era tão má companhia assim, e na verdade eu nem sou mesmo, a Mari foi embora por causa das férias, e por que ela vai viajar daqui uns dias. Mas, afinal, por que é que eu estou contando a vida dela aqui? Estaria eu, Natália Arsand, a moça-que-adora-silêncio, sentindo-se sozinha? No way.

A minha vida é muito mais interessante fora destas quatro paredes solitárias que me cercam agora, mas isso não significa que eu não pude rir bastantinho quando a minha companheira de quarto esteve aqui tagarelando quando conveniente sobre o Orgulho Nerd e suas histórias incríveis.

E falando de vida-mais-interessante-fora-destas-quatro-paredes, o ensaio de ontem estava PERFEITO. E isso nem tem muito a ver com o vinho que eu tomei não, mas certamente agregou bastante.
Eu já citei sobre os ensaios da Code’n Roll aqui [hihi, fui eu quem escolheu o nome, já que somos todos "programadores" e viciados em rock'n Roll, achei adequado].

Então, para ficar claro, todas as segundas-feiras eu, @comedordexis, @drikabruzza, @jtarabini, @rodrigorattay e @walter_munds nos reunimos para tentar acertar ao menos uma música juntos num dos estúdios aleatórios da metrópole. E digo, segundas-feiras são sim divertidas com essa galera! Code’nRoll é suceeeeeeeeesso! “E não fazemos embrulho pra cachorro” (õ.O?).

Enfim, tenho vivido numa box com as paredes rasgadas, sabe como é, não tenho conseguido ficar presa tanto tempo dentro dela. E isso me parece ser bom sim, tenho me relacionado e convivido com pessoas que me fazem bem, e, deixa eu contar que ontem, quando estávamos voltando pra casa de carona com o @comedordexis, reescutando as versões originais das músicas do nosso SetList, eu tive vontade de por a cabeça pra fora da janela do carro e gritar “OBRIGADA!”, e, novamente, isso não por eu ter bebido o tal do vinho Canção (que por sinal, recomendo fortemente), e sim por que eu realmente queria agradecer por toda essa vida.

Box com feixes de luz coloridos


A minha box rasgada e seus feixes de luz coloridos só não são tão bons para o blog, que fica chorando pelo meu retorno.

Box por: venkman-project.deviantart.com

Wrong password. Please, enter it again.

É, eu havia até esquecido qual era a senha de acesso do meu blog, já que, caramba, se eu enrolasse esse post por mais uma semana completaria um mês sem qualquer aglomerado de palavras por aqui.

Tantas coisas me levam a ter os meus dias abarrotados de atividades, sejam elas no trabalho, ou não. E, às vezes, vou lhe contar, a preguiça é maior do que a vontade de filosofar sobre qualquer ocorrência casual.

Vou tentar reviver uns fatos das últimas semanas e tentar montar algo que dê para compreender, pitacos de tudo isso, obviamente, foram vistos no Twitter.

Sabe, às vezes não sei se fui eu quem mudou, ou se foram elas. As pessoas seguem suas vidas e se distanciam, algumas eu levo comigo como a melhor das lembranças e parece que ao revê-las tudo será como já foi um dia, um dia que nem tão distante está. Engano.

É estranho pensar que já fomos tão parecidas e agora nossas opiniões são opostas em todos os sentidos. Se não for para lembrar do passado, das aventuras insanas que vivenciamos juntas, ou contar sobre os atuais romances, ficaremos em silêncio absoluto. Aquele silêncio relutante que é cortado por pigarros de meio em meio minuto.

Não ouvimos as mesmas músicas, não vestimos do mesmo jeito, não temos as mesmas aspirações e nossas visões de mundo são tão distantes quanto o tempo em que não nos víamos.

Esses sentimentos me ocorreram quando visitei uma pessoa extremamente querida pra mim, e de grande importância no decorrer da minha vida escolar.

Não digo que não foi bom revê-la, pelo contrário, é extasiante saber que ela está seguindo o próprio caminho, fazendo valer algumas longas discussões sobre futuro que tivemos um tempo atrás, e poder tê-la por perto mais uma vez foi de grande valida pra mim. O que deixa o nó na garganta é pensar que nós jamais seríamos amigas se acabássemos de nos conhecer. Não compartilhamos em nada nossa personalidade.

Enfim, a gente muda, ou talvez as circunstâncias são o que muda, o que envalesce as afinidades deve ser as circunstâncias. E as afinidades podem partir de um determinado meio em que estamos alocados. Desta forma, as amizades partem de um elo em comum que duas pessoas parecem ter. No nosso caso esse elo era a sala de aula, que, hoje, não compartilhamos mais. E todos aqueles sonhos e todas as coisas que nos eram comuns agora se esvaziam devido à mudança de situações.

Se faz sentido? Não sei. Mas foi a lógica que encontrei para dizer que não a tenho mais como antes, e que não me sinto realmente feliz por isso. Aquela amiga será sempre aquela, só que não a de hoje, e sim a de antes, que eu levo na memória.

Mas mudando de assunto, dentre outras coisas marcantes que ocorreram no meu período away, cito com todo o entusiasmo o show do McFly.
Só que na verdade eu não venho aqui para contar sobre a adrenalina que corria em mim na hora do show, e a mistura de emoções que eu senti quando fiquei cara a cara com o Tom Fletcher na minha tentativa de alcançar a grade de separação entre a plateia e o palco.

Venho contar sobre a pasmidade que me tomou ao ver aquelas criaturinhas de 12 a 15 anos completamente alucinadas por conseguir qualquer coisa que viesse dos caras da banda, fosse isso uma palheta ou um “Eu amo garotas brasileiras” (frase arriscada pelo Danny, num português com sotaque inglês).

O teatro do Bourbon Country não chegou a lotar, mas a briga por um lugar na fila antes do espetáculo era de abismar a qualquer pessoa em sã consiência do que estava ocorrendo ali. Meninas que passaram a noite no local ou que chegaram às 5h da manhã não admitiam de maneira alguma que alguém adentrasse o teatro antes delas, e tirasse delas a chance de ficar na cara do palco.

Ainda antes de o show começar, vi algumas desmaiando e algumas chorando por terem ficado muito atrás – e quando eu digo chorar, é chorar de gaguejar quando perguntado o por quê das lágrimas. A enfermaria do teatro, me foi informado, de que ficou lotada por muito tempo. Calmantes, aguinhas e palavras de conforto foram o suficiente para fazer com que o vazio fosse a única coisa na enfermaria quando anunciado a entrada dos guys no palco.

Pois bem, no final das contas ainda pude presenciar o choro e lamentações de algumas com frases do tipo “E agora acabou”, ou pior ainda “Ele é só um sonho pra mim, nunca será real”.

Fanatismo extremamente insano e absurdamente patético.

Era disso que o teatro do Bourbon Country estava tomado no dia 2 de junho de 2009. Eu adoro McFly, de verdade, e curti o show certamente muito mais do que as meninas que foram impedidas de ver os guys tocando por causa das lágrimas que embassavam a vista. Mas come on, a única coisa insana que eu fiz no show foi lutar por um pedaço da toalha que o Dougie atirou pro povo ;P


Espero não demorar mais tanto pra postar. E quero por algumas fotos no Flickr essa semana. Be prepared, voltarei à ativa, se tudo der certo (:

Foto: fc05.deviantart.com

E tudo é uma enorme bobagem…

Eu queria muito postar hoje, sabe como é, me bate aquela vontade de escrever justamente quando eu tou no ônibus e entra aquele cara com camisa de pagodeiro entreaberta e all star (FAIL), ou então agora à pouco, no ensaio com a banda da Drika.

E daí eu chego em casa, ligo o notebook, passo os olhos pelos twitts recentes, respondo aos que me chamaram no msn, abro o editor do wordpress e… tcharam! Não sai nada.

Toda a inspiração que eu tive enquanto fazia back vocal em Smells Like Teens Spirit ficara lá, no estúdio.

Pois bem, se me falta inspiração, façamos, então, um update de coisas aleatórias, só pra não sair da rotina…

Eu poderia fazer uma categoria no blog “Das histórias no ônibus”, por que, combinamos, tem lugar aonde coisas mais aleatórias, estúpidas e engraçadas acontencem?

Eu sento sempre no banco mais próximo da porta de saída, pra não acontecer de talvez não conseguir chegar a tempo até o fundo do ônibus e acabar parando em um lugar inverso ao meu destino, o que é bem típico de pessoas destraídas como eu. Mas o legal é que lá do fundo eu posso observar tudo o que acontece.

Sou uma pessoa que observa mais do que age, admito. E acho divertido, até. Os olhos vidrados em cada criança que ultrapassa por baixo da roleta, cada criatura que quase tomba quando o ônibus recomeça a movimentar-se depois de uma parada, e, a coisa que eu mais gosto: ficar a observar as vestimentas de cada pesssoa que adentra o veículo, imaginado o que ela faz, quais músicas deve curtir, se é casado, se é amante, se já matou alguém, se é estudante ou traficante.

A roupa. Eu não saco NADA de moda, mas pra mim é como se fosse a identidade da pessoa. É ali que ela tem a chance de mostrar pro mundo o que é ou não é. Um exemplo clássico foi o cara que entrou com aquela típica camiseta Toillet, que tem um boneco masculino pulando a porta do banheiro feminino, calças do inter e boné virado pra trás. O que eu pensei quando o vi? Colorado sem-vergonha. HAHA ;P Boa, não?

E quando aquela adolescente com botas pretas por cima das calças jeans e camiseta do Ramones passou na roleta, me remeteu direto à minha pré-adolescência. Aquele tempo em que a gente quer achar um estilo maneirinho, saca? Já fui hard rocker, já fui patricinha, já fui punk, já fui rocker, já fui clubber, já fui emo. E agora, sou simplesmente aquilo que eu gosto, e as minhas roupas não enganam.

E falando em coisas que eu gosto, eu sempre quis ter uma banda. Sabe como é, outra daquelas coisas que ficam marcadas na lista de coisas não feitas, juntamente com aprender a andar de skate e ter um pônei.

E a Drika fez com que eu realizasse esse sonho juvenil hoje. Okay, não exatamnte TER uma banda, mas ao menos ficar lá no cantinho desafinando num microfone dentro do estúdio. Foi divertido, MUITO divertido, meu pai ficaria orgulhoso em me ver cantando AC/DC (hahahaha). Lembro-me que a última vez em que eu tinha pego um microfone nas mãos fora para cantar Imortal, da  Sandy & Júnior, mas isso é desmoralização total.

E hoje é dia do Orgulho nerd! Mas que coisa, não?

A mídia fez um bafafá que todo mundo quer ser nerd agora. Trilhões de blogs fazendo diferenciação entre Nerd/Geek, entrevista com esse, entrevista com aquele, “Bill Gates, O ídolo”, mimimi. Bando de historinha ridícula.

Geek que é geek faz site (“É site?” hahaha, vide vídeo no youtube) desde os 10 anos.

Esses mané aí que nem sabem o por quê de se andar com uma toalha no pescoço, vestindo camiseta do Back to the Future achando que tem vínculo com Star Trek, saem dando entrevistinha tosca pra mídia dizendo que “Nerd é o cara que  nem sai de casa pra ficar estudando pra prova e Geek é o cara que manja de computador”.  Vá se catar ;P

Uf, enfim. Sono pegando muito, vou dormir antes de falar mais bobagem.

DTA (:

Ilustração: www.plognark.com.


Hey, tell me haven't ya heard?Cause everybody needs a friendYou know that I love YouOh, I feel like dancing -What to say, Lord?Look to my face :OI'm feeling fine